Rachel Sheherazade e o crime de pensar diferente no jornalismo

Rachel Sheherazade ganhou notoriedade em um vídeo no qual comentava sobre o carnaval na TV Tambaú. Uma jornalista que mostrou sua opinião sobre a mais brasileira (e rentável) das festas. Um comentário que viralizou na internet e chamou a atenção de Silvio Santos. Logo, Rachel seria um nome de peso no jornalismo da emissora. 

O caso do bandido preso ao poste

Em 2014, os comentários de Rachel eram o ponto alto do Jornal do SBT, exibido as 19h15. Com seus posicionamentos contra o atual governo, atolado em escândalos de corrupção em pleno ano eleitoral, Rachel era uma voz que precisava ser calada.

Em Fevereiro do mesmo ano, aconteceu o caso do menor acorrentado ao poste. O anjo sem asas cometia furtos no bairro do Flamengo com frequência. A população cansada de ser assaltada pelo menor decidiu sair da inércia e tomar uma atitude. O menor foi espancado e aprisionado a um poste com uma trava de bicicleta. A polícia? Omissa. O mesmo menor tinha uma ficha criminal extensa. O judiciário? Permissivo. Um menor com 16 anos não deveria ter o mesmo tratamento de menor de 8 anos. Mas o Estatuto da Criança e Adolescente não vê distinção. Todos estão ainda na doce esfera da infância. A população se organizou e se defendeu contra uma mazela frequente. Rachel não apoiou o ocorrido mas ela entendeu os motivos. O resultado? A imprensa queria a cabeça de Rachel Sheherazade.

O Globo

 

Carta Capital – assinada por Jean Wyllys

 

Jornal Opção

Os ataques na imprensa foram viscerais. O deputado e ex-BBB Jean Wyllys até sugeriu que a população espancasse a jornalista. Mas óbvio que o ministério público não fez nada a respeito do nosso querido parlamentar.

Na volta de suas férias na metade de Abril de 2014, Sheherazade foi informada que o bloco opinião do Jornal do SBT não emitiria mais o seus comentários pessoais e sim a opinião da emissora. A diretoria de jornalismo do SBT afirmou em nota que o silêncio imposto Rachel teve como objetivo preservar os apresentadores do telejornal.

Por que o SBT escolheu retirar Rachel da linha de frente? Estratégia para diminuir o fogo cruzado com a âncora ou o dinheiro de publicidade estatal falou mais alto? Houve pressão política? Tudo não passa de especulação. Será mesmo?

Rachel Sheherazade, mulher, nordestina estava sendo destruída na mídia pela esquerda. O movimento feminista foi ao seu encontro? Claro que não. O menor ladrão acorrentado no poste foi elencado ao status de herói – e a opinião da jornalista foi jogada na lama. Como se a sua crítica a ineficiência do Estado fosse o verdadeiro crime, não os cometidos pelos menores ou pelos justiceiros.

Essa semana tentaram colar mais uma polêmica com a jornalista. Rachel em sua conta do instagram, postou o seguinte:

Idiotas inúteis!

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Rachel criticou Bianca Comparato, Gregório Duvivier, Camila Pitanga, Marcos Palmeira, Leandra Leal e Wagner Moura queridinhos da imprensa e cãezinhos de colo do governo. Todos artistas muito bem remunerados e que ainda sim contaram com aquele incentivo fiscal da lei rouanet por serem tão bons garotos. Quem é o bebezinho da mamãe Dilma? Quem que é?

Além do mais Rachel usou o termo “idiotas inúteis” em uma alusão ao idiotas úteis, jargão utilizado que se refere a uma pessoa que ingenuamente pensa ser aliada dos comunistas soviéticos, porém seria supostamente desprezada e cinicamente usada por estes comunistas. Rachel em uma postagem bateu nos dois queridinhos da imprensa, o socialismo e os atores progressistas.

Rachel é uma jornalista independente que não precisou fazer o jogo das redações para chegar onde chegou. Isso é a principal causa da aversão da imprensa com a âncora e radialista. Celebridades e jornalistas postam ataques a quem quer se seja em suas redes sociais todos os dias e isso nunca chega a uma manchete. Recentemente o parlamentar Jean Wyllys, o mesmo citado acima, chamou Sandra Faraj de tacanha, limitada, burra”. Esse ataque não chegou a nenhuma manchete de nenhum veículo de comunicação nacional.

Redações com o pensamento homogêneo não geram notícias, geram anúncios. A imprensa brasileira está fechada com a esquerda e vai difamar e destruir qualquer um que não participar do seu clubinho.

One thought on “Rachel Sheherazade e o crime de pensar diferente no jornalismo

  • Fevereiro 15, 2017 at 7:05 pm
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    só troca “progressista” por regressivos.

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